Home

Dança

Para uns não passa de movimentos executados uns atrás dos outros;
Para outros é a beleza estética unida a perfeição técnica;
A capacidade de interpretar a música como se ela fosse tocada pela nossa alma e interpretada pelo nosso corpo;
Uma forma de expressão;
A liberdade do corpo e da mente;
O dar asas ao nosso eu;
O sermos nós próprios, sem preconceito da sociedade;
O sermos o que gostaríamos de ser mas que não nos deixam;
O nosso escape;
O nosso mundo;
A nossa vida;
Uma forma de nos libertarmos, de repor energia, de estarmos;
O dar vida a um movimento, a uma técnica;
O tornar mágico um momento, um gesto, um deslocamento;
O tornar o silêncio e a ausência de movimento numa parte da dança mais forte que todas as outras;
Uma forma de representar diferentes culturas, exprimindo a essência das mesmas;
O ser tão autêntico que os movimentos e gestos mais banais se tornam especiais, mágicos e únicos;
O colocar as nossas vivências em todos os movimentos;
O sentir cada contracção/alongamento executado pelos nossos músculos enquanto nos movemos;
O sorrir, o chorar, a ausência de expressão que o nosso rosto e corpo passam ao público presente;
O fecharmo-nos no quarto e soltarmos o que vai dentro de nós;
O subirmos a um palco e darmos o nosso todo, alcançando limites inimagináveis que nós mesmos desconhecíamos;
Algo que fazemos em momentos bons, menos bons, para nos divertirmos, para descontrairmos, todos os momentos merecem uma dança, seja um ritual de celebração ou para nos despedirmos de alguém que partiu, desde que seja sentido qualquer movimento tem magia;
O aprendermos a gostar de nós observando-nos até ao mais ínfimo pormenor, o controlar cada parte do nosso corpo, o conhecermos cada reacção dele a uma atitude nossa, de outros, a uma mudança de tempo, a um acumular de tensões;
O corpo é a nossa história viva, está sempre connosco, tudo o que passamos ficou marcado nele é como se fosse o nosso livro, do qual não pudemos arrancar páginas, mesmo que nos perturbem, temos que aprender a lidar com elas, a supera-las da melhor forma. Mas isto leva tempo, uns dias aprendemos umas coisas,outros ignoramo-las e é assim que crescemos, cada dia é valioso, é o mais importante, pois não sabemos o que vem depois, mas olhando para trás e vendo o que veio antes talvez consigamos perceber, se olharmos para dentro de cada um de nós aprendemos muito, a dança pode ajudar nesse conhecimento ou através desse conhecimento a nossa dança pode tornar-se única pois independentemente de todos termos acesso a mesma técnica, nem todos aprendem da mesma forma. Independentemente de tordos nascermos, passarmos por vários ciclos e morrermos, todos passamos por momentos diferentes, únicos e quando percebermos tudo isto, olhamos para trás e vemos que ainda temos muito para aprender, é assim a Vida.
Uma Dança, com um princípio que ninguém sabe ao certo de onde veio mas todos tem a certeza que este não é o fim…

A Dança para mim é tudo isto,“Dança hoje e sempre”, porque “A Vida é uma Dança”.

Telma Nurr